Bonhoeffer, o Pastor que enfrentou o nazismo

Por Sergio Papi

Momento propício aos que se dedicam ao pensamento teológico, pilar da cultura humana, lembrarmos a coragem de homens que na Alemanha, último Reich, rejeitaram a falsa doutrina, o Estado além da sua missão especifica, tornando-se diretriz única e totalitária da existência humana, cumprindo missão que é confiada à Igreja.

Entre estes, destaca-se a figura de Dietrich Bonhoeffer, nascido em Breslau, 1906, filho de psiquiatra. Jovem decidiu-se pela carreira pastoral, Igreja Luterana. Doutor em teologia, Universidade de Berlim. Também foi a Nova York, um ano de estudos no Union Theological Seminary, e retornou a sua Alemanha em 1931. O Pastor Bonhoeffer se opôs a Hitler desde sua ascensão ao poder.

Pregava em um programa de rádio, inicialmente contra a guerra, depois denunciando as práticas nazistas. Criticou severamente o Deutsche Christen, movimento racista e anti-semita da igreja protestante alemã, que adotava princípios da ideologia nazista, embora fosse minoritário.

Bonhoeffer foi preso por ajudar judeus a fugirem em 1943. Sabe-se lá por quais desígnios, três semanas antes que as tropas aliadas libertassem o campo onde estava preso, no dia 9 de abril de 1945, morreu enforcado. É melhor fazer um mal do que ser mau, escreveu na cela.


Sergio Papi é consultor para assuntos teológicos do Rapsódia Brasileira.

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