A Notre Dame de José Luz Bittar

 
A catedral de Paris, arrasada por um grande incêndio, é conhecida no mundo inteiro graças à obra do escritor Victor Hugo, “O corcunda de Notre-Dame”. Virou livro e filmes.
 
Em outubro de 2018, o fotógrafo brasileiro José Luz Bittar, clicou o interior de Notre Dame- Nossa Senhora de Paris. Possivelmente, parte do que registrou não existe mais.
 
Victor Hugo, com sua obra, foi responsável por salvar o monumento, fortemente degradado, e ameaçado de demolição à época. E foi com este objetivo, que o escritor começou a escrever o livro, em 1831.
 
Nossa Senhora
 
No capítulo intitulado “Nossa Senhora”, Victor Hugo escreveu: “Ainda hoje a igreja de Nossa Senhora de Paris continua sendo um sublime e majestoso monumento”.
 
Mas, acrescentou, “por mais majestoso que se tenha conservado com o tempo, não se pode deixar de se indignar ante as degradações e mutilações de todo tipo que os homens e a passagem dos anos infligiram a este venerável monumento”.
 
No prólogo de seu livro, Victor Hugo se queixava de como eram tratadas “há 200 anos estas maravilhosas igrejas medievais”. “As mutilações vêm de todos os lados, tanto de dentro, como de fora”, lamentava.
 
A publicação da obra chamou a atenção geral sobre o estado “inadmissível” do monumento.
 
O movimento de opinião levou à decisão de estabelecer um concurso no qual participaram vários arquitetos, incluindo Lassus e Viollet-le-Duc, cujo projeto de reabilitação do monumento foi aceito em 1844.
 
Em julho de 1845, foi aprovada uma lei para restaurar a catedral. O objetivo de Victor Hugo finalmente foi alcançado.
 
Victor Hugo salvou Notre-Dame. Desde o surgimento de sua obra, o mundo inteiro imagina que a catedral está habitada pelos fantasmas de Esmeralda, do corcunda Quasimodo e de Frollo.
 
Na nota redigida pelo romancista com motivo da publicação da edição definitiva de sua obra (1832), recordava que seu livro era um grito contra “a decadência atual da arquitetura e sobre a morte”.
Mas as chamas, infelizmente, foram impiedosas com Notre Dame.

José Luz Bittar

Nascido em 1952, iniciou sua carreira como fotojornalista em 1974 na revista Banas.  Trabalhou na revista semanal Visão por mais de 10 anos como editor de fotografia. Também passou pela revista Istoé e jornais da República e O Estado de Santa Catarina.

Como freelance trabalhou no Diário Popular, Jornal da Tarde, O Estado de SP e revistas Veja e Brasil XXI, entre outros. Foi sócio-fundador da agência Angular de fotojornalismo, que atuou no mercado editorial e institucional por 16 anos.

No jornal e site Gazeta Esportiva, foi editor de fotografia e criador da agência de fotos Gazeta Press. Atualmente desenvolve trabalhos autorais.

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