Igreja Matriz São João Batista do Morro Grande

No Século XVIII, bandeirantes descobriram o lugar depois de descer o rio São João, a partir do povoado Socorro. Seu primeiro nome foi Morro Grande. No local foram descobertas minas de ouro.

Em 1745, começa a exploração da Mina do Gongo Soco. Um certo Bitencourt encontrou ouro nos cursos d’água que cortam a região.

Em 1785, com a riqueza do ouro, deu-se início a construção da Igreja Matriz São João Batista do Morro Grande. Primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho. Ele esculpiu a imagem do Santo na porta, projetou o conjunto da tarja do arco-cruzeiro no interior da igreja. Levou vinte e um anos anos para a sua conclusão.

Em 1825, a mina é comprada por ingleses da Cornualha, que operaram entre 1826 a 1856, criando ali um florescente povoado britânico tropical, com hospital, capela e cemitério.

Em 1843, o paleontólogo dinamarquês Peter Lund estuda o Sítio Arqueológico da Pedra Pintada, pinturas rupestres, datadas de aproximadamente seis mil anos, formam três grandes painéis compostos por cenas de caçadores perseguindo suas presas e pelos diversos rituais realizados no local. Desenhos semelhantes aos das grutas de Altamira, na Espanha, e Lescaux, na França.

Em 1938, em homenagem ao Barão José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, que nasceu e viveu na antiga Vila Colonial, passou o lugar a se chamar Barão de Cocais.

Em 1986 a Mina do Gongo Soco é  adquirida pela Vale, a quem cabe o resguardo do acervo ambiental e histórico da região.

Em 2019 está ocorrendo um deslocamento do talude da barragem de dejetos da exploração mineral da Mina de Gongo Soco. Se a barragem se romper, esses dejetos atingirão Barão de Cocais.

Imagens coletadas do site: Histórias, fotografias e significados das igrejas mais bonitas do Brasil

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